Já são conhecidos os motivos que levaram Francisco Benitez a sair do Movimento Servir Benfica
Francisco Benitez, antigo candidato à presidência do Benfica, deixou de integrar o Movimento Servir o Benfica, projeto que ajudou a fundar e que chegou a liderar. A decisão foi anunciada este domingo, através de um comunicado, e está relacionada com a entrada de Benitez no recém-criado movimento Unum.
A saída abrange também Guilherme Fontes, que decidiu juntar-se à mesma iniciativa. O Servir o Benfica fez questão de esclarecer que não tem qualquer ligação aos novos grupos de sócios apresentados recentemente, sublinhando que a participação de antigos elementos nessas estruturas não representa um apoio institucional.
“Na sequência de notícias e iniciativas tornadas públicas nas últimas semanas, entendemos ser útil esclarecer a posição do movimento. O Servir o Benfica não participou na criação nem integra ou se encontra representado nos novos grupos de sócios recentemente apresentados. A participação de pessoas com ligação ao movimento não traduz qualquer envolvimento ou apoio do Servir o Benfica a essas iniciativas. Neste contexto, esclarecemos que, por decisão da maioria dos elementos, Francisco Benitez e Guilherme Fontes deixaram de integrar o Servir o Benfica”, refere o comunicado.
Apesar da rutura, o movimento reconheceu o trabalho desenvolvido pelos dois antigos elementos e garantiu respeitar a decisão de seguirem caminhos diferentes.
“A sua participação noutras iniciativas constitui uma opção legítima, assumida exclusivamente a título individual, que não representa nem vincula o movimento. Agradecemos a ambos o valioso contributo para as causas que defendemos e para o serviço ao Clube. A Francisco Benitez, deixamos ainda uma palavra especial de reconhecimento pela disponibilidade e pelo compromisso com que, em 2020 e 2021, assumiu a candidatura à presidência do Sport Lisboa e Benfica pelo nosso projecto”.
Na mesma comunicação, o Servir o Benfica reafirmou a intenção de continuar a atuar de forma independente, mantendo como prioridades a democracia interna, a transparência dos processos eleitorais e o respeito pelos estatutos do clube.
“O Servir o Benfica tem desde a sua criação, pautado a sua actuação pela defesa da democracia interna, pelo respeito pelos Estatutos do Clube, e pela exigência de uma ruptura clara com as práticas que conduziram o Sport Lisboa e Benfica a uma profunda crise de valores e identidade, acompanhada de resultados desportivos que não honram a nossa história. Ao longo deste percurso traduzimos esses princípios em iniciativas concretas: apresentámos candidaturas aos órgãos sociais em 2020 e 2021, requeremos uma Assembleia Geral Extraordinária para esclarecer as irregularidades do acto eleitoral de 2020, defendemos a aprovação de um Regulamento Eleitoral que garantisse maior transparência, e contribuímos para a revisão estatutária aprovada em 2025. Nesse mesmo ano, apresentámos uma candidatura independente à Mesa da Assembleia Geral, reafirmando a importância deste órgão e da voz dos sócios na vida do Clube. Em todas estas iniciativas, moveu-nos exclusivamente aquilo que entendemos ser o superior interesse do Benfica”, acrescenta a estrutura.
O movimento recordou, assim, as várias iniciativas promovidas desde a sua criação, incluindo as candidaturas aos órgãos sociais em 2020 e 2021, o pedido de uma Assembleia Geral Extraordinária para esclarecer alegadas irregularidades nas eleições de 2020 e a participação no processo de revisão dos estatutos, aprovado em 2025.
Por fim, o Servir o Benfica garantiu que continuará a acompanhar a atualidade do clube, a prestar informações aos associados e a apresentar propostas e posições próprias, preservando a independência e os princípios que têm orientado a sua atividade.





