Juventus já tomou uma medida após a polémica atitude de Francisco Conceição com o treinador

A Juventus decidiu não aplicar qualquer castigo disciplinar a Francisco Conceição, depois da polémica protagonizada pelo internacional português durante o encontro frente ao Celta de Vigo, a contar para a Liga Europa.
Segundo o jornal italiano Corriere dello Sport, o desentendimento entre o extremo e Luciano Spalletti ficou resolvido ainda antes do regresso da equipa a Turim, após conversas entre o jogador, o treinador e o diretor executivo Giovanni Carnevali.
O episódio aconteceu na passada quinta-feira, quando Francisco Conceição foi substituído aos 64 minutos da partida disputada em Espanha. Visivelmente desagradado com a decisão, o português deu um murro no banco de suplentes, trocou palavras com Marco Martusciello, adjunto de Spalletti, e dirigiu-se aos balneários, regressando posteriormente ao relvado.
No final do encontro, o antigo jogador do FC Porto procurou desvalorizar a situação, garantindo: «Não discuti com ninguém.»
Luciano Spalletti, contudo, mostrou-se menos compreensivo com a atitude do extremo e deixou um aviso público.
«É melhor ele estar chateado consigo mesmo. Caso contrário, teremos de falar sobre isso», afirmou o treinador italiano, acrescentando: «Tem de mostrar caráter nos 70 minutos em que está em campo, não nos 20 minutos seguintes. Há outros companheiros fortes de fora e, quando entraram, deram a volta ao jogo.»
Apesar da reação inicial do técnico, a direção da Juventus considerou o assunto encerrado depois de Francisco Conceição ter explicado o seu comportamento. Assim, o internacional português não será multado nem obrigado a permanecer no banco de suplentes como medida disciplinar.
A decisão surge nas vésperas da receção à Lazio, marcada para este domingo, às 19h45, no Allianz Stadium. A Juventus procura regressar às vitórias na Serie A, numa altura em que ocupa o sétimo lugar e está a oito pontos do líder Inter.
Entretanto, Sérgio Conceição também comentou a polémica envolvendo o filho, numa entrevista à Gazzetta dello Sport, defendendo que a reação não deve ser excessivamente valorizada.
«Partimos de um princípio claro: o treinador tem sempre razão. Se Spalletti achou que era melhor fazer aquela substituição, terá tido os seus motivos. Contudo, também se deve compreender a frustração de um jogador que queria dar mais. Na minha equipa quero sempre um jogador que tenha personalidade e se zangue por uma substituição, em vez de um a quem não importe nada. São episódios normais no futebol, talvez não muito bonitos, mas que não devem ser empolados», afirmou o antigo treinador do FC Porto.





