Adversário de Portugal no Mundial 2026 terá utilizado um jogador de forma ilegal

Uma polémica relacionada com a qualificação para o Mundial 2026 está a envolver a FIFA e a República Democrática do Congo, seleção que defrontou Portugal na fase de grupos da competição. Em causa está a utilização alegadamente irregular do guarda-redes Lionel Mpasi, situação da qual o organismo liderado por Gianni Infantino teria conhecimento.
Segundo revelou o ‘New York Times’, na sequência de uma queixa apresentada pela Nigéria, o processo de naturalização de Mpasi nunca terá sido devidamente concluído pela federação congolesa. O guarda-redes tinha anteriormente representado França nos escalões de formação.
A RD Congo garantiu a presença no Mundial depois de ultrapassar Camarões e Nigéria no playoff africano e, posteriormente, a Jamaica no playoff intercontinental. Já na fase final, Mpasi foi utilizado diante de Portugal, num encontro do Grupo K que terminou empatado a uma bola.
Apesar de ter sido alertada para a situação, a FIFA não deu seguimento à reclamação nigeriana devido a “tecnicalidades”. O jornal norte-americano refere que o organismo não negou ter conhecimento do caso, mas não tomou qualquer medida, permitindo que o guarda-redes participasse ao longo do Campeonato do Mundo.
A situação ganha maior dimensão devido a antecedentes semelhantes. Em casos envolvendo Grécia, em 2016, e Bolívia, em 2018, a utilização indevida de jogadores levou a FIFA a aplicar derrotas às respetivas seleções.
Caso tivesse sido adotado o mesmo critério com a RD Congo, a seleção africana poderia ter perdido o direito de disputar o playoff de acesso ao Mundial, cenário que poderia ter beneficiado a Nigéria.
Lionel Mpasi, que se estreou pela seleção congolesa em 2022, soma 33 internacionalizações. Além do Mundial 2026, no qual a RD Congo foi eliminada pela Inglaterra nos 16 avos de final, o guarda-redes também participou nas edições de 2023 e 2025 da Taça das Nações Africanas.





