Atleta que representava o Sporting quebrou o silêncio e diz que foi prejudicava após ser mãe

Cátia Azevedo acusa o Sporting de a ter prejudicado contratualmente depois de ter sido mãe, há cinco meses. A atleta olímpica e recordista nacional dos 400 metros terminou uma ligação de 18 anos aos leões depois de não ter chegado a acordo para renovar o contrato.
Segundo a versão apresentada pela velocista, na anterior renovação ter-lhe-á sido transmitido que poderia permanecer no clube até 2028, mantendo as mesmas condições contratuais. Cátia Azevedo garante, contudo, que aquilo que lhe foi posteriormente apresentado não correspondeu ao que tinha sido acordado.
A atleta afirma que recebeu uma proposta válida por duas temporadas, a recibos verdes e com uma redução salarial. Para continuar a receber o mesmo valor, teria de aceitar um vínculo de apenas uma época. Cátia Azevedo decidiu rejeitar ambas as possibilidades e recordou ainda aquilo que considerou ter sido uma falta de empatia por parte do responsável pelo atletismo do Sporting.
O clube de Alvalade apresenta, porém, uma versão diferente. Em resposta ao caso, o Sporting garante que a proposta para renovar por mais uma temporada preservava as mesmas condições salariais que Cátia Azevedo tinha anteriormente.
O caso surge poucos meses depois de a atleta ter sido mãe e volta a colocar em discussão as dificuldades relacionadas com a maternidade no desporto de alta competição.
Apesar de estar atualmente sem clube e de não poder representar outro emblema antes de janeiro, Cátia Azevedo não pretende colocar um ponto final na carreira. A velocista mantém como objetivo chegar aos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, e garante que continuará a preparar-se para essa meta.





