Jorge Jesus explicou o onze de Portugal e revelou um pedido que fez a Ronaldo

Jorge Jesus explicou as opções para o primeiro onze ao serviço da Seleção Nacional, diante do País de Gales, destacando a intenção de aproximar João Félix e Bruno Fernandes de Cristiano Ronaldo.
«A ideia é ter sempre jogadores no processo ofensivo, ter jogadores mais próximos do Ronaldo. Como quem? Como o João Félix e como o Bruno Fernandes. O Bruno Fernandes, quando nós tivermos bola, vai ser um meia, vai jogar como um meia. Ele de um lado e o João Félix do outro lado, para que possamos aproveitar as características do Ronaldo. O Ronaldo, neste momento, é forte em zonas de finalização, é forte perto da baliza, mas temos de ter jogadores que também façam com que ele possa jogar», explicou à Sport TV.
O selecionador revelou ainda ter pedido a Cristiano Ronaldo para permanecer mais próximo da área: «Eu sei que ele vai vir, mas já lhe disse para não vir tanto.»
Sobre a utilização de João Félix e Bruno Fernandes entre linhas, acrescentou: «É importante teres jogadores que sabem jogar entre os setores, aquele espaço morto das equipas taticamente. Tens de ter jogadores que tenham essas características. Não é só lá jogar, é jogar lá e saber fazer. E tanto o Bruno Fernandes como o João Félix sabem fazê-lo.»
Jesus abordou também a emoção que espera sentir ao ouvir o hino na estreia: «Vou pensar mais na minha carreira. Não quero falar muito da minha família, principalmente dos meus pais, porque isso emociona-me, como é normal. O que é que eu vou pensar? Vou pensar que foram dois dias… teoricamente passei um bocadinho das minhas ideias, acreditar muito naquilo que os jogadores sabem fazer e… cheguei ao momento, ao topo de um treinador, neste caso em Portugal, que era aquilo que eu queria.»
Ao Canal 11, o técnico explicou ainda que pretende alterar o comportamento defensivo da equipa: «Eu só lhes pude dar nestes dias um bocadinho de uma ideia defensiva, porque quero que a equipa defenda de uma maneira diferente, principalmente a última linha, que tu já sabes qual é. E tentei trabalhar um pouco com esse princípio, com essa ideia. Como tens jogadores inteligentes, eu acho que eles vão conseguir reduzir o espaço tanto na profundidade como na largura coletivamente. Porque para reduzir espaço só reduzes de duas maneiras: ou individualmente ou coletivamente. E pronto, acredito que eles estão muito interessados, gostam muito da ideia.»
Por fim, admitiu que as mudanças ainda não estarão totalmente assimiladas: «A 100% não vou conseguir, mas pelo menos tenho de começar com uma ideia. Foi o que lhes disse: a gente não pode continuar a jogar com a ideia que é, porque eu não acredito nessa ideia defensiva. Temos de ter uma ideia coletiva. Foi ontem o treino e hoje o jogo; [esperemos] que no jogo a gente possa interpretar e possa já ter um bocadinho dessa mesma ideia. E também nas bolas paradas defensivas, que também mudámos.»





