Benfica emitiu um comunicado a informar que vai avançar com uma petição

O Benfica anunciou que Rui Costa entregou, a 7 de agosto de 2026, na Assembleia da República, um pedido para admitir a petição «Pela suspensão e revisão do Modelo de Comercialização Centralizada dos Direitos Audiovisuais», da qual é o primeiro subscritor.
A iniciativa, apresentada ao abrigo do direito de petição previsto na Constituição da República Portuguesa, deverá, depois de validada, ficar disponível na plataforma eletrónica da Assembleia da República durante 60 dias, permitindo a consulta e subscrição por parte dos cidadãos.
A petição pede a suspensão da implementação do atual modelo de centralização dos direitos audiovisuais do futebol profissional até ser realizada uma avaliação técnica, económica e jurídica independente, defendendo posteriormente uma revisão das soluções previstas.
Segundo o documento, uma reforma desta dimensão deve basear-se em fundamentos técnicos sólidos, transparência, responsabilidade e numa participação alargada dos clubes e restantes agentes do setor.
Entre os argumentos apresentados está a profunda transformação do mercado audiovisual, provocada pela evolução tecnológica e pelas novas formas de distribuição e consumo de conteúdos, bem como a falta de reformas estruturais consideradas necessárias para valorizar o futebol português.
O Benfica alerta também para o risco de perda de valor económico e patrimonial. Sendo os direitos audiovisuais uma das principais fontes de financiamento dos clubes, qualquer alteração ao modelo deverá proteger as receitas, a capacidade de investimento, a sustentabilidade financeira e a competitividade das equipas, tanto a nível nacional como internacional.
A revisão deverá, segundo a petição, resultar de um processo transparente e participado, baseado na adesão voluntária dos clubes e no respeito pelos princípios da concorrência, da sustentabilidade económica e da valorização das competições. É ainda defendido que o capital social da entidade responsável pela centralização continue a pertencer e a ser controlado pelos clubes profissionais.
O Benfica considera que a centralização dos direitos audiovisuais deve servir para fortalecer os clubes, valorizar o futebol português e aumentar as suas receitas, não podendo tornar-se num elemento de desvalorização, fragilização financeira ou perda de competitividade.
O comunicado termina com a ideia de que «proteger o futuro do futebol português é uma responsabilidade coletiva».





