Tudo o que disse Ruben Amorim na apresentação oficial como treinador do Milan

Ruben Amorim foi apresentado como novo treinador do Milan e assumiu estar muito feliz por iniciar esta etapa. O técnico português pediu desculpa por ainda não falar italiano, reconhecendo a importância de respeitar a cultura do país, e garantiu que, nos primeiros dias, já sentiu a forte ligação entre a cidade e o clube. Elogiou ainda as instalações e o staff, afirmando que se sente “em casa”.
Questionado sobre as memórias do Milan, recordou as equipas de Fabio Capello e confessou a sua ligação ao Benfica, lembrando a final da Liga dos Campeões entre ambos os clubes como “um jogo difícil” para si e para a família. Sublinhou que treinar o Milan representa uma grande responsabilidade.
Sobre Gonçalo Ramos, explicou que a contratação resulta de um trabalho conjunto entre treinador e direção. Destacou a capacidade do avançado para marcar em diferentes contextos de jogo, a intensidade na pressão e o espírito de equipa, frisando que “se jogar cinco minutos é o mesmo que se for titular”. Quanto a Rafael Leão, limitou-se a dizer que está satisfeito por continuar a contar com o internacional português.
Confrontado com a famosa frase “e se corre bem”, Amorim respondeu que algumas expressões surgem naturalmente, mas garantiu que mantém exatamente a mesma ambição que tinha quando a proferiu no Sporting. Disse que este desafio representa mais do que conquistar títulos: é a oportunidade de entrar para a história de um clube que acompanha desde criança.
Relativamente aos objetivos, assumiu que pretende conquistar a segunda estrela do Milan, embora reconheça a dificuldade da tarefa. Ainda assim, deixou claro que quer construir uma equipa dominante.
Explicou que aceitou o convite apenas depois de esclarecer todas as dúvidas numa primeira reunião, na qual ficou convencido de que era o projeto certo. Destacou a estrutura do clube, as conversas que teve com os responsáveis e a confiança transmitida, afirmando que percebeu imediatamente que era o desafio que procurava nesta fase da carreira.
Sobre o mercado, mostrou-se satisfeito com o plantel e garantiu que pretende trabalhar em conjunto com a estrutura para identificar os perfis necessários. Referiu ainda que é fundamental contratar jogadores que gostem verdadeiramente de futebol e que queiram representar o Milan.
Questionado sobre Paulo Fonseca e Sérgio Conceição, revelou que não pediu conselhos a nenhum dos dois. Sobre o antigo treinador do FC Porto, explicou: “Não tenho relação com o Sérgio Conceição, somos rivais há três anos, ainda está fresco”, acrescentando apenas que todas as dúvidas que tinha sobre o projeto lhe foram esclarecidas.
Comparado com José Mourinho, recusou estabelecer paralelos, apesar de admitir que aprendeu muito com ele. Disse que apenas pretende partilhar a mesma vontade de vencer, assumindo que espera ganhar mais vezes do que empatar e lembrando que a comunicação é sempre mais simples quando surgem vitórias.
Amorim confirmou ainda que pretende contar com Luka Modric, revelando que já falou duas vezes com o médio croata e considerando-o um elemento importante para dar maior qualidade à posse de bola, embora admita gerir a sua utilização.
Sobre o momento do clube, reconheceu que os últimos anos foram difíceis e que os adeptos conhecem bem a realidade. Garantiu que não fará promessas, mas assegurou que tudo o que fizer será em benefício do Milan. Admitiu igualmente que vai cometer erros, mas garantiu ter uma ideia clara daquilo que pretende implementar, defendendo também a aposta nos jovens durante a pré-temporada.
Na relação com o balneário, explicou que privilegia o contacto humano e a honestidade. Admitiu que nem sempre será justo nas escolhas, mas prometeu ser sempre transparente com os jogadores.
Quanto à implementação da sua ideia de jogo, afirmou que não existe tempo a perder. Apesar de reconhecer que as mudanças serão graduais, espera que a equipa apresente desde o primeiro jogo sinais claros da identidade que pretende: dominar os adversários, recuperar rapidamente a bola, marcar golos e proporcionar um futebol atrativo.
Sobre Christian Pulisic, considerou-o “perfeito” para a sua forma de jogar, adiantando que pretende utilizá-lo mais em zonas interiores e que existe um plano bem definido para potenciar as suas características.
Em relação ao plantel, mostrou-se tranquilo, lembrando que alguns jogadores ainda estão ausentes devido ao Mundial de Clubes. Ainda assim, garantiu que ficaria satisfeito se a época começasse com os atuais jogadores, acreditando que o grupo será competitivo.
Questionado sobre reforços, explicou que procura jogadores fortes no um contra um, mas também quer observar os jovens e os atletas que regressam ao clube antes de tomar decisões. Sublinhou ainda a necessidade de gerir cuidadosamente o investimento, afirmando que o Milan deve “olhar para dentro” e gastar com prudência.
Sobre as diferenças em relação ao futebol praticado na última época, evitou críticas ao trabalho de Massimiliano Allegri. Limitou-se a afirmar que pretende uma equipa dominante, capaz de recuperar rapidamente a posse de bola, atacar, marcar golos e entusiasmar os adeptos.
Já no final da conferência, falou da experiência no Manchester, admitindo que cometeu erros, mas recusando aprofundar o tema. Disse sentir orgulho por ter treinado o clube inglês e garantiu que essa passagem lhe permitiu evoluir. “Aprendi muito. Vou tentar mudar. Acho que vou ser um treinador melhor”, concluiu.
"Também sou adepto do Benfica" 🗣️ Ruben Amorim#DAZNEuropa pic.twitter.com/fHkcLB2kTU
— DAZN Portugal (@DAZNPortugal) July 8, 2026





