Tribunal suspendeu de imediato a direção toda do Fabril

O Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa decidiu suspender de imediato as funções de todos os elementos da atual direção do Fabril, através de uma providência cautelar interposta por associados do clube.
Enquanto a decisão se mantiver em vigor, os dirigentes ficam impedidos de exercer qualquer tipo de gestão ou representação do emblema do Barreiro. Paralelamente, foi designada uma Comissão de Gestão Provisória para assegurar a administração do clube durante este período.
Esse órgão é composto pelos sócios Luís Firmino, Paulo Moutas, Pedro Figueiredo, Fernando Machado e Marco Pedro, que passam a assumir a condução dos destinos do histórico clube do distrito de Setúbal. Entre as primeiras medidas está a entrega imediata de documentação contabilística e financeira referente aos exercícios de 2024 e 2025, bem como informação sobre subsídios, apoios públicos e patrocínios em vigor.
Os responsáveis provisórios avançam ainda com a realização de uma auditoria às contas e património dos dois últimos anos, a implementação de medidas urgentes para garantir a segurança e conservação das instalações e a preparação de eleições assim que estejam reunidas condições de estabilidade e equilíbrio financeiro.
Segundo a fundamentação da decisão, o tribunal considerou necessário proteger os interesses do clube, o seu património, as instalações e a continuidade da atividade desportiva, assegurando a normalidade institucional e a salvaguarda de atletas, treinadores, funcionários e associados.
A comissão aguarda agora a formalização da execução da providência por um agente de execução, momento a partir do qual ficará plenamente em funções.
O Fabril, com 23 presenças no principal escalão do futebol português, atravessa um período desportivo difícil, tendo descido esta época à última divisão distrital da AF Setúbal, após já ter sido despromovido do Campeonato de Portugal na temporada anterior.





