Casillas voltou ao Porto para ir a tribunal e foi “apertado”

Iker Casillas regressou esta segunda-feira ao Porto para prestar declarações em tribunal, no âmbito do processo em que reclama 3,7 milhões de euros por alegada incapacidade para o trabalho, dirigida à seguradora Fidelidade e ao FC Porto.
No Palácio da Justiça, o antigo guarda-redes recordou o enfarte agudo do miocárdio que sofreu em maio de 2019, durante um treino no Olival. “Era um dia normal. Deixei os meus filhos no colégio e fui para o Olival treinar. Depois de 30 minutos a exercitar, senti uma forte pressão no peito”, explicou.
Casillas descreveu detalhadamente a manhã do episódio. Chegou ao centro de treinos por volta das 9h30, tomou o pequeno-almoço e seguiu depois para o ginásio. Já no relvado, cerca das 11h00, surgiu a dor que o obrigou a parar. “Não consegui continuar a treinar e tive de me deitar”, referiu perante a juíza.
O antigo internacional espanhol relatou ainda a assistência que recebeu no momento: foi aconselhado a manter a calma, o médico Nelson Puga foi chamado e acabou transportado para a CUF do Porto. “Tive medo, tinha dificuldade em respirar”, confessou.
Depois do incidente, Casillas, atualmente com 45 anos, afirmou que a sua rotina mudou por completo. “Vou ao ginásio, jogo padel, mas não posso correr”. Acrescentou ainda: “Na primeira semana foi repouso absoluto. Passados 10 dias comecei a caminhar, mas só passados 7 meses é que me comecei a sentir como eu próprio”.
Sobre o seu futuro desportivo à data, o ex-guarda-redes, que tinha então 37 anos, afirmou que o objetivo era continuar a carreira. “Tinha contrato por mais um ano com o FC Porto”.
Durante a audiência, a defesa da seguradora questionou Casillas sobre declarações feitas na Web Summit em 2021, onde terá descrito o episódio como tendo sido rápido, tendo o advogado do jogador contestado a pergunta. Foi ainda abordada a participação em eventos como jogos do Real Madrid Legends e encontros de padel, ao que respondeu: “São jogos amigáveis, jogos de exibição. Não têm o nível e exigência do futebol profissional”.





