Luisão voltou a falar de Prestianni e Vinícius para mandar uma ‘boca’ ao Benfica

Luisão voltou a comentar o caso Prestianni-Vini, reiterando a posição que assumiu na altura e admitindo que a sua tomada de posição gerou forte polémica dentro do Benfica.
“Tenho cem por cento de convicção que tinha que tomar essa posição. Não foi fácil porque foi um jogo contra o meu ex-clube, mas em nenhum momento estive contra a instituição. Fiquei contra o ato em si. Foi duro porque levei porrada de tudo quanto é lado nas minhas redes sociais e inclusive gente de dentro do Benfica colocou o meu caráter em dúvida indevidamente. Mas eu tenho que orgulhar o meu pai e a minha mãe eu não tenho que orgulhar o adepto, ou ficar em cima do muro só porque estive 15 anos como jogador [no Benfica] e 26 contando com o tempo como diretor”, salientou o antigo internacional brasileiro.
Sobre o castigo aplicado ao jogador encarnado, considerou-o mal enquadrado e insuficiente no combate ao racismo:
“Antes de ser insuficiente, eu acho que foi um pouco mentirosa. A UEFA não puniu o Prestianni por racismo e sim por homofobia com 6 jogos. Então foi uma maneira de camuflar e tudo continua igual. Vai acontecer de novo. Isto foi uma maneira da UEFA não se expor e camuflar o que foi mais grave, que foi o racismo. Na minha opinião, a UEFA foi infeliz. A causa tinha que ficar clara e não ficou, não ficou porque quis subestimar a nossa inteligência, a dos adeptos e a dos jogadores, e eu não concordo com isso”, apontou.
Luisão revelou ainda que foi alvo de fortes críticas de adeptos do Benfica por causa da sua posição:
“[Recebi] um ou outro apoio e o resto foram insultos. Chamaram-me ‘macaco’, Judas, ‘não voltes mais ao clube, sai do mural’. Só que os números dizem tudo, não é? Não querendo ser orgulhoso, mas sou o segundo jogador com mais jogos e o primeiro com mais títulos. Quando cheguei lá, o Benfica estava entregue aos bichos. Mas depois em Lisboa tudo foi diferente. Quando fui lá, andava pelas ruas e toda a gente dizia: ‘Eu sou benfiquista, parabéns pelo teu comportamento. Foste corajoso’. Uma coisa são as redes sociais, quando estive no país respeitaram-me”.





