Di Maria recordou o regresso ao Benfica e ainda fez algumas revelações

Ángel Di María recordou a chegada ao Benfica e as duas passagens pelo clube, numa entrevista em que destacou o impacto que viveu em Portugal.
«Joguei 36 jogos no Central e tive a possibilidade de jogar no Mundial sub-20 e isso deu-me o salto para poder ir para Portugal. Um lugar que nem sabia onde ficava, não sabia absolutamente nada, mas quando cheguei surpreendi-me muito. Encontrei uma cidade parecida com Rosario, muito parecida. Pessoas incríveis, agradáveis, felizes. Sinceramente, não tenho outra palavra além de agradecimento a toda a gente de Portugal, da liga, do Benfica, por tudo o que me deram durante os cinco anos no total. Desde o dia em que cheguei tornei-me um ídolo, mesmo ainda não sendo, porque ainda não tinha ganho nada, ainda não era nada, mas eles tratavam-me assim. Viam coisas que talvez eu naquela altura não via, mas com o passar dos anos tudo foi acontecendo e acabei por ser muito querido».
O argentino falou também da influência de Maradona: «Ele foi como um pai, porque sempre me protegeu de tudo, sempre tentou manter-me afastado de tudo. Não sei se significava alguma coisa o facto de o Diego me levar a um Mundial, mas significava sim o facto de ele ter ido ver-me ao Benfica. (…) Ele podia ter ido ver outros jogadores, mas, quando eu tinha 20 anos, veio a Lisboa para me ver no Benfica. Naquele momento não me apercebi que ele estava lá, que tinha vindo ver-me a mim em particular, porque era só eu que estava lá naquele momento. Foi algo incrível. Quando as coisas não me estavam a correr bem, ele não me dizia nada, deixava-me desfrutar, sem pressão, a verdade é que tudo o que vivi com ele foi lindo».
Sobre o regresso ao Rosario Central, afirmou: «O facto de ter voltado é algo que sempre disse desde o dia em que parti. É algo que sempre tive na cabeça, era um desejo, tal como o de todos é ir para a Europa. O meu já era, quando estava na Europa, poder realizar o sonho de voltar outra vez e o desejo de estar novamente em Rosário. Não só por jogar, não só por voltar a vestir esta camisola, mas por poder desfrutar da família, dos aniversários, dos meus amigos, de tudo aquilo que se perde e que eu perdi durante 18 anos estando fora, e até do Natal, do Ano Novo. (…) Coisas que para muitos talvez sejam muito normais, para nós, que estamos fora e não podemos desfrutar de tudo isso e só podemos enviar uma mensagem de feliz aniversário ou apenas participar numa videochamada num aniversário. São coisas que, estando aqui, aproveitas e hoje em dia aproveito em dobro, então ter a possibilidade de tudo isso é algo único, de poder estar novamente em casa com a minha mãe, o meu pai. É incrível e estou a aproveitar imenso e, graças a Deus, as coisas estão a correr bem».
Por fim, confirmou que não estará no Mundial 2026: «Eu disse que era a última Copa América e que acabava aqui. Sonhei que chegávamos à final, sonhei que a ganhava, que me retirava desta forma. É uma decisão que já tinha tomado depois do Mundial e os rapazes queriam que eu participasse na Copa América, porque se aproximava rapidamente, porque faltava pouco tempo, porque queriam que continuasse e eu nunca afirmei com 100% de certeza que ia sair depois do Mundial. Sempre deixei isso no ar, mas não estava convencido e quando disse que seria na Copa América, aí fiquei firme e disse: ‘Bem, é a Copa América e pronto, acaba aí.’».





