André Villas-Boas fez uma revelação sobre José Mourinho que está a surpreender

André Villas-Boas revelou que continua a trocar mensagens com José Mourinho, apesar de este orientar o Benfica, frisando o respeito entre ambos: «Agora é treinador do Benfica e de vez em quando trocamos mensagens, respeitando os nossos respetivos clubes, porque lutamos pelo mesmo objetivo: ganhar a Liga». O presidente recordou ainda a homenagem feita ao técnico aquando da saída do Fenerbahçe, antes de rumar ao rival.
Ao analisar a época e o seu papel, não escondeu as diferenças face ao cargo de treinador: «O papel de presidente é mais stressante, sem dúvida. Como treinador, tens mais coisas sob controlo (…) O papel de presidente é colocar as pessoas nos lugares certos». Destacou um primeiro ano complicado, muito centrado nas finanças, mas aponta agora a estabilidade desportiva: «Estamos na liderança do campeonato, nas meias-finais da Taça de Portugal e nos quartos de final da Liga Europa». Sobre Francesco Farioli, foi claro: «Contratámos Francesco Farioli, que foi um grande acerto (…) Temos muita confiança no seu trabalho daqui para frente».
Explicou também a mudança de carreira: «Sempre quis ter uma carreira a curto prazo e treinei durante 13 anos», revelando que preparou a candidatura durante dois anos e que os sócios procuravam «estabilidade, sobretudo financeira». No mercado, elogiou várias entradas: «Samu foi uma contratação excecional», «Gabril Veiga sentimos que tinha de vir» e «o Borja Sainz representa o espírito do FC Porto».
Sobre Thiago Silva, justificou o regresso: «Era uma oportunidade extraordinária (…) Fechámos a contratação imediatamente», destacando a liderança e o simbolismo do jogador, que iniciou a carreira europeia no clube e ultrapassou problemas de saúde.
Quanto à ambição europeia, não esconde o objetivo de repetir o sucesso de 2010/11: «É um sonho». Antecipando o duelo com o Nottingham Forest, deixou o aviso: «Vai ser um jogo muito difícil, mas esperamos manter todos os nossos sonhos vivos». Ainda assim, reconheceu o desnível financeiro: «São desafios difíceis, porque essa brecha está a crescer cada vez mais», apontando a força da Premier League e a organização da LaLiga, mas sublinhando a importância da formação para manter a competitividade do FC Porto.





