Gonçalo Ramos falou de um dos temas mais sensíveis do Benfica nos últimos tempos

Gonçalo Ramos reagiu ao episódio entre Vinícius Júnior e Prestianni, ocorrido na Luz, na primeira mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões, entre Benfica e Real Madrid. O avançado do PSG abordou o tema no podcast Cala-te Boca, da Mega Hits.
«A verdade é que não há — pelo que dizem não há — provas de que aconteceu mesmo [insulto racista]. Mas, se aconteceu, é condenável e temos de evitar este tipo de comportamentos. Por muito que alguém festeje muito um golo ou o que quer que seja ou que, se quiserem chamar-lhe, provoquem, faz parte do nosso desporto, do nosso e de outros. Se formos ver na história do basquetebol, do ténis, um bocadinho de provocação acaba por atiçar-nos. Somos todos uns animaizinhos de competição. Qualquer jogador profissional gosta de uma provocação. Entre nós, no Paris Saint-Germain, na Seleção ou até a jogar às cartas, provocamo-nos», afirmou.
Ainda assim, o internacional português sublinhou a necessidade de limites: «tem de haver uma linha», referindo que todos são «inteligentes o suficiente para perceber que há uma linha para não ultrapassar». «Exatamente, para gerir emoções», acrescentou.
Ramos falou também da ligação ao Benfica, assumindo-se como um produto do clube: «Sou um dos produtos do Benfica, morei no Benfica, estou sempre a dizer à Margarida [Amaral Domingues]: ‘Vivi no Benfica’. Tudo o que faço e sou hoje, não só no futebol, tem a ver com o Benfica. Então, é impossível não dizer que sou marca Benfica.»
O avançado explicou ainda a origem do seu festejo característico: «É engraçado. Quando jogava na formação do Benfica, marcava alguns golos, não é? E então o meu pai dizia-me: ‘Tu, se queres ser um ponta de lança, tens de ter um festejo único, com que te identifiquem. Disse: ‘OK’. Então, houve um dia que estava com os meus colegas antes do jogo, conversas de balneário, brincadeira e surgiu: ‘Olha, se hoje fizeres um golo fazes assim… pistolas’. E eu: ‘Está bem’. Então fiz um golo nesse jogo, fiz as pistolas, acabou por ser mais ou menos viral, nem que fosse na formação do Benfica, e ficou até hoje. Depois é um festejo que os miúdos gostam, os miúdos pequenitos todos falam disso.»





