Obrador revelou o motivo de ter saído do Benfica “o Mourinho disse-me que…”

Rafael Obrador explicou os motivos que o impediram de se afirmar no Benfica, poucos meses depois de ter trocado o Real Madrid pelas águias, numa fase em que acabou por sair para o Torino por empréstimo em janeiro.
Contratado para ocupar o lugar deixado por Álvaro Carreras, o lateral espanhol somou apenas uma utilização de águia ao peito antes de rumar a Itália, onde já leva uma assistência em nove encontros, estando prevista uma opção de compra de nove milhões de euros.
Em entrevista ao podcast El After, recordou o momento em que surgiu a oportunidade de se mudar para a Luz: “No verão o Deportivo queria prolongar o empréstimo, mas só tinha mais um ano de contrato com o Real Madrid. Inicialmente queria voltar ao Depor, mas de repente tive ofertas em dois dias seguidos e uma delas era do Benfica. Os últimos laterais de topo que tinham saído do clube eram o Grimaldo, espanhol formado no Barcelona, e Carreras, espanhol formado no Real Madrid. Chamou-me à atenção, podia ser uma oportunidade para crescer. Quando me falam do Benfica, não pensei mais.”
Apesar de já conhecer a dimensão do clube, admite que a experiência superou as expectativas:“Eu sabia o quão grande era o Benfica, mas uma vez lá dentro é inevitável surpreenderes-te. Para começar o estádio é incrível, enorme, lindíssimo. As instalações do Benfica são do nível do Real Madrid, os campos, os balneários, o ginásio, tudo incrível. Jogar fora de casa era como jogar em casa. Se ias a um estádio com capacidade para 5.000 espectadores, 4.000 eram do Benfica.”
O defesa destacou também a forma como foi recebido no balneário: “Passei de jogar na segunda divisão para um clube da Liga dos Campeões. Chego muito nervoso ao balneário e o meu lugar era ao lado do Otamendi. Sem me conhecer, no primeiro dia ele disse logo ‘tiramos uma foto?’ Receberam-me muito bem.”
Sobre a falta de oportunidades, revelou uma conversa direta com José Mourinho: “Uma vez (Mourinho) pediu para falar comigo. Disse-me que confiava em mim, mas que o Dahl estava a fazer uma época muito boa e que era preciso entender que para ele era complicado tirar um jogador que estava a jogar tão bem. Não tinha oportunidades. Quando chega janeiro falámos com o clube, dou a minha opinião e para eles também não interessava que eu estivesse parado. Decidimos que a melhor opção era sair emprestado para ganhar ritmo e experiência noutro lado.”
Já no Torino, acredita estar no contexto certo para evoluir: “Itália tem um campeonato mais físico, com uma mentalidade mais à antiga, digamos, mas mais competitivo quando comparado a Portugal. Senti que podia crescer muito num campeonato tão competitivo. Estou contente, estou a ter oportunidades e sinto que vai ser muito positivo para mim.”





