FC Porto responde às críticas após o penálti polémico “falsos moralistas, hipócritas”

Na edição de fevereiro da revista Dragões, André Villas-Boas abordou os assuntos que marcaram o futebol português nas últimas semanas, deixando críticas diretas aos rivais lisboetas e ao contexto mediático e institucional.
No arranque do editorial, escreveu: “Caros Portistas, entre a exigência interna e a responsabilidade de honrar e dignificar o nosso Clube, fevereiro foi mais um período em que a nossa identidade teve de falar mais alto do que o ruído com que tentam condicionar o FC Porto na luta pelos seus objetivos.”
Sobre o percurso competitivo, reconheceu que “O deslize com o Casa Pia foi um desses momentos”, mas sublinhou a reação: “A equipa reagiu como reagem as equipas que querem ser campeãs: sem dramatismos, sem desculpas, sem histeria, mas com a determinação fria de quem sabe que a época se ganha a corrigir, a crescer e a responder em campo, ignorando o ruído e focando-se no essencial.”
Em relação ao clássico com o Sporting, considerou que o empate surgiu “por mera infelicidade no lance que ditou o penálti já no último minuto”, destacando depois a resposta com triunfos frente a Rio Ave e Arouca e lembrando o apoio dos adeptos, nomeadamente quando “Um Dragão que não esquece os seus levantou-se ao minuto 17 para abraçar o Borja, pela perda trágica da sua mãe.”
Fora das quatro linhas, Villas-Boas denunciou uma alegada campanha contra o clube: “O FC Porto não se cala, preferindo apontar o dedo e expor os oportunistas, os falsos moralistas, os hipócritas e as suas agendas mediaticamente ‘sponsorizadas’.”
Criticou ainda declarações públicas como:
• “Aquela reação do Francisco Moura quando viu que era pénalti vale…”
• “Se calhar Francisco Moura também quer ser apanha-bolas”
• “O Porto parece, para aí, uma equipa da 4.ª Divisão que está a jogar no terreno do Real Madrid e que está a queimar tempo”;
Para o presidente portista, estas frases “são sintomas de uma cultura que normaliza o desrespeito, que promove o escárnio e que tenta desumanizar quem representa o FC Porto”, inseridas “num padrão que procura criar um ambiente disruptivo, condicionar perceções, fabricar suspeitas e reduzir o FC Porto à caricatura que lhes parece conveniente.”
Enumerou depois vários episódios que, no seu entender, tiveram tratamento brando, entre os quais a recusa de entrada a um jornalista, agressões, ataques racistas a jogadores do FC Porto, confrontos entre adeptos e casos de intimidação a profissionais da comunicação social.
Reforçou a posição institucional: “O FC Porto não pede privilégios. O FC Porto pede critérios. Pede coerência. Pede responsabilidade. E pede, acima de tudo, que a justiça desportiva e a credibilidade do jogo sejam defendidas com a mesma energia”, acrescentando mais à frente que tal deve acontecer “independentemente do emblema em causa.”
Sobre a queixa do Conselho de Arbitragem relativa ao artigo no Dragões Diário, citou a frase em causa — “Parece que alguém manda na arbitragem em Portugal e claramente não são os seus dirigentes” — e comparou-a com outra, entretanto arquivada, que afirmava que determinados nomes “trabalhavam a mando de alguns presidentes de clubes”, concluindo: “Parece gozo, mas não é.”
Voltando a frisar a postura do clube, reiterou: “O FC Porto não se cala, preferindo apontar o dedo e expor os oportunistas, os falsos moralistas, os hipócritas e as suas agendas mediaticamente ‘sponsorizadas’.”
Garantiu ainda que a resposta será interna: “A nossa resposta será sempre a mesma: foco, união e trabalho.”
No plano estrutural, anunciou que “Está em marcha o plano de renovação do Estádio do Dragão, com conclusão prevista para agosto.”, prometendo melhorias no conforto, serviços e design, defendendo que “O Dragão é a nossa casa. E a nossa casa tem de refletir aquilo que somos: exigentes, modernos, ambiciosos mas fiéis a nós próprios.”
A fechar, deixou uma declaração de identidade: “É por isso que hoje sinto um orgulho enorme em ser Portista.” E concluiu: “É o FC Porto.”





