Sevilha empatou, os adeptos perderam a cabeça e a polícia tomou medidas radicais

O empate caseiro do Sevilha frente ao Alavés (1-1), adversário direto na corrida pela manutenção, acentuou o clima de instabilidade em redor do clube. No final do encontro da 24.ª jornada, disputado no sábado, a polícia teve mesmo de criar um perímetro de segurança junto às entradas do estádio devido à tensão gerada pelos adeptos, avançou a imprensa espanhola.
Após o apito final, ouviram-se insultos dirigidos ao presidente e cânticos a exigir a saída da direção, enquanto alguns apoiantes descarregavam a frustração a pontapear as barreiras de proteção instaladas no local.
Em campo, a equipa orientada por Matías Almeyda conseguiu somar um ponto apesar de ter atuado cerca de 80 minutos reduzida a dez jogadores, consequência da expulsão de Juanlu. O próprio treinador protagonizou outro momento polémico: também viu cartão vermelho e recusou abandonar o banco, numa atitude considerada desafiante que pode originar castigo pesado.
O resultado mantém o Sevilha envolvido na luta pela permanência, ainda quatro pontos acima da zona de despromoção antes do fecho da ronda. Entre os adeptos cresce a ideia de que o clube não está a ser devidamente defendido junto da LaLiga e do Comité Técnico de Árbitros — e a contestação fez-se ouvir.





