Atleta do Benfica foi desqualificada e o clube abandonou a competição

Uma decisão controversa nos 60 metros femininos, no meeting Velociti Jamor, originou protesto do Benfica e a retirada dos seus atletas das finais, na sequência da atribuição das duas vagas portuguesas para os Mundiais de pista coberta, agendados para 20 a 22 de março, na Polónia.
Arialis Martínez correu a eliminatória em 7,18 segundos — abaixo do mínimo direto de 7,20 s — o que lhe garantiria o apuramento, juntamente com Tatjana Pinto (7,23 s). Contudo, já depois de a corrida terminar e de os tempos surgirem no ecrã, a atleta encarnada foi desqualificada por alegada falsa partida. Em desacordo, a responsável do atletismo do Benfica, Ana Oliveira, decidiu retirar os restantes atletas do clube das finais: Sisínio Ambriz e Roger Iribarne (60 m barreiras) e Nádia Cruz e Tatiana Almeida (60 m).
O presidente da Associação de Atletismo de Lisboa, Luís Filipe de Jesus, confirmou o protesto e explicou que o juiz de partida detetou a infração mas não conseguiu disparar novamente para parar a prova, razão pela qual a corrida prosseguiu até ao fim e os resultados apareceram no photo finish. Acrescentou que a comunicação tardia entre juízes prejudicou emocionalmente a atleta e que até foi proposta a possibilidade de competir noutra prova no mesmo dia. Um vídeo apresentado pelo Benfica terá igualmente sustentado a decisão de falsa partida.
Os encarnados recorreram formalmente, alegando violação dos artigos 16 e 18 do regulamento da World Athletics, aguardando decisão do júri de apelo. Para já, as vagas portuguesas pertencem às sportinguistas Tatjana Pinto e Lorène Bazolo.
Desqualificação polémica leva Benfica a sair de prova e apresentar protesto
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— A BOLA (@abolapt) February 13, 2026





