As declarações de Farioli após a derrota do FC Porto na Liga dos Campeões

Francesco Farioli não escondeu a desilusão após a derrota do FC Porto diante do PSV, por 1-0, na Liga dos Campeões. O treinador dos dragões lamentou as oportunidades desperdiçadas e reconheceu que a equipa enfrentou dificuldades pouco habituais, sobretudo na primeira parte. Apesar da reação após o intervalo, os azuis e brancos voltaram a sair derrotados, com o técnico italiano a admitir que é necessário melhorar a eficácia.
Questionado sobre os problemas sentidos pela equipa ao longo do encontro, Farioli destacou as dificuldades na pressão e a capacidade física do adversário.
“Foi um jogo com duas caras. Começámos com dribles favoráveis para nós, depois sofremos na primeira parte. Nos 64 jogos em que sou treinador do FC Porto, foi o jogo em que tivemos mais dificuldades para fazer pressão, especialmente na primeira parte. É uma equipa que movimenta muitos jogadores e criam dificuldades. Mas é uma equipa que pode conceder e tivemos duas ou três situações em que devíamos tê-los castigado. Não o fizemos. Sofremos o primeiro golo e depois na segunda parte tivemos uma reação muito positiva. Criámos o suficiente para justificar um resultado diferente. Mas é a terceira vez que venho aqui na Champions dizer que fizemos suficiente para ter um resultado diferente. Há algo que temos de fazer melhor.”
O treinador explicou ainda que procurou corrigir alguns aspetos durante o intervalo, tendo em conta a intensidade e as características do conjunto neerlandês.
“Mudámos algumas coisas ao intervalo. Disse que o PSV é uma das equipas da Europa que corre mais, com intensidade. É uma equipa muito física. Sabíamos que ia ser um jogo muito exigente e era importante ganhar duelos porque tudo era homem a homem. Tivemos os nossos momentos, não tirámos vantagem. E numa das poucas situações que tiveram marcaram e isso fez a diferença.”
A falta de eficácia ofensiva foi outro dos pontos abordados por Farioli, que confessou ter ficado com a sensação de que o FC Porto dificilmente conseguiria chegar ao empate, mesmo que o encontro tivesse durado mais tempo.
“Tivemos a sensação de que se jogássemos mais 25 minutos podíamos gerar mas não íamos marcar. Tivemos essa sensação e é frustrante. Mas criámos o suficiente para justificar algo mais do que a derrota.”
Relativamente às opções tomadas na gestão dos jogadores, o técnico esclareceu que as decisões já estavam definidas antes do encontro e que o plano foi cumprido.
“Já estava planeado. Não foi fácil para eles voltar ao onze muito tempo depois. Tiveram um impacto forte num momento difícil do jogo. Na segunda parte era claro que o jogo ia chegar ao fim para eles, então seguimos o que estava planeado.”
Por fim, Farioli deixou para mais tarde a análise aos próximos compromissos europeus, sublinhando que a prioridade passa agora pelo campeonato, onde o FC Porto terá uma deslocação exigente ao terreno do Gil Vicente.
“Antes de pensar no próximo jogo da Champions, teremos muito tempo para pensar. Vamos ter muitos jogos domésticos entretanto. A partir de amanhã de manhã temos de mudar o chip para a Liga. Vamos jogar em Barcelos num campo muito difícil, especialmente este ano. Temos de estar prontos para o jogo no fim de semana.”





